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  • Luis Namura

Prólogo 1 - Ser ou não ser... empreendedor

Atualizado: Mar 11

Tornar-se ou não um empreendedor é, sem sombra de dúvida, uma questão de foro íntimo; porém, será que há indicativos que você possa lançar mão para saber se isso é bom ou não para você?

Posso afirmar categoricamente que sim, e buscarei a seguir dar a você uma pista.

Tomei emprestado da peça A tragédia de Hamlet "Ser ou não ser, eis a questão" (em inglês: To be, or not to be, that is the question), do dramaturgo William Shakespeare, o título desse artigo.


Sendo essa uma das mais famosas frases da literatura mundial, creio que representa muito bem a dúvida que assola muitos que pretendem se arriscar no universo do empreendedorismo.


Não gosto muito da palavra “arriscar” nesse contexto, pois, para muitos, remete a algo um tanto aterrador quando, em verdade, empreender tem muito de “sagrado”, nobre e excitante.


Quando você é “mordido” pela mosca azul do empreendedorismo, torna-se difícil

voltar a viver sem a excitação que a atividade empresarial lhe proporciona, talvez como poucas consigam propiciar.


Além do mais, haveria algo mais arriscado do que trabalhar a vida toda para alguém e se submeter aos seus desígnios sem poder de fato ter algum controle sobre seu próprio destino? Bem, cabe a cada um responder a essa questão.


Para facilitar encontrar a resposta que melhor se adapta a seu estilo, creio que você deva refletir acerca do que denominamos “Modelo Mental”


O modelo mental de cada pessoa é constituído em função de seus conhecimentos, experiências, sentimentos, crenças e valores. Essas são as “lentes” pelas quais você enxerga a realidade que lhe chega através dos órgãos dos sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. A realidade será sempre única, porém, a forma como você a enxerga varia em função do seu modelo mental.


Caso suas “lentes” estejam embaçadas por valores, crenças, cultura, preconceitos, entre outros, a imagem que se forma em sua mente estará “deformada”, não representando com clareza a realidade à sua volta, comprometendo seu julgamento e suas decisões. As lentes formam o seu modelo mental e este incide sobre os seus julgamentos e ações.


Assim, o seu modelo mental define até que ponto você se sente à vontade em correr riscos inerentes à atividade empresarial ou se você prefere o conforto, se assim podemos chamar, de estar integrado a uma corporação.


Desse modo, atuar em uma ocupação que livre você dos riscos da atividade empresarial, como, por exemplo, em órgãos governamentais, que oferecem garantia de estabilidade, provavelmente, lhe trará mais paz de espírito, por estar mais de acordo com seu modelo mental.


Já uma pessoa que tem no desafio (característica) seu motopropulsor, ou seja, sua razão de viver (modelo mental), provavelmente não teria receio de correr os riscos (comportamento) que empreender implica. Alguém que carrega esse modelo mental ficará à vontade diante dos desafios que a atividade empresarial propõe.


Indo além, alguém que vive de forma exacerbada, com altos níveis de adrenalina, provavelmente escolherá atividades ainda de maior risco, tornando-se, talvez, um praticante de esportes radicais.


Em conclusão, a escolha entre ser funcionário público, empreendedor ou praticante de esportes radicais é uma decisão de caráter íntimo, que responde ao modelo mental desenvolvido por cada pessoa no decorrer de sua vida.


Nada há nada de errado em escolher uma atividade ou outra. Equivocado, sim, seria não escolher uma atividade que vá de encontro ao seu modelo mental, ou seja, que não respeite seus conhecimentos, experiências, sentimentos, crenças e valores.


Portanto, se “correr riscos” de modo calculado não o paralisa a ponto de impedir suas ações, e mais, se a adrenalina desse modus vivendi com seus inerentes desafios e conquistas lhe trazem prazer, empreender é então “jogo” que você está pronto para praticar.


Nesse caso, arregace as mangas e se jogue nesse universo espetacular que é a razão de viver para aqueles que desejam degustar um dos mais instigantes sabores que a vida pode proporcionar, o de conceber um plano e assegurar-lhe o sucesso.


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