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  • Luis Namura

Confira O Que Quebra Uma Empresa - Cérebro do Namura #46

Atualizado: Jan 3

Você sabe o que quebra uma empresa e por que isso acontece? Leia as causas e como evitar esse problema.

Confira O Que Quebra Uma Empresa - Cérebro do Namura #46

Há vários temas que preocupam muito um empreendedor. Dentre todos, creio que o mais assustador é falir; ter de encerrar suas atividades.


O que quebra uma empresa


Quais são os fatores mais corriqueiros que contribuem para uma empresa quebrar?


Sem dúvida, podemos citar muitos fatores, como:


  • Falta de foco;

  • Timing errado;

  • Localização inadequada;

  • Baixo apelo da oferta;

  • Serviço ou produto de má qualidade;

  • Atendimento displicente.


Vejamos a seguir quais fatores, dentre esses, são determinantes para saber o que quebra uma empresa.


Fatores incontroláveis x controláveis


Dividimos os fatores em duas categorias, apenas para que você se conscientize da forma como deverá tratar cada um.


  • Fatores incontroláveis – são fatores que não dependem de você e sobre os quais você não exerce influência. Por exemplo, a taxa de juros fixada pelo governo, inflação, crises, condições ambientais, excesso de oferta, etc.


A ação aqui indicada cinge-se a monitorar esses fatores e ter em mãos planos de contingência caso seu negócio venha a ser afetado por eles. Por exemplo, manter reservas de caixa em caso de quebra das expectativas de vendas oferecerá a você um “colchão” que amortecerá o impacto da queda dos negócios e poderá auxilia-lo a atravessar um período crítico.


  • Fatores controláveis – como o próprio nome indica, esses são fatores sobre os quais você pode e deve exercer seu papel de gestor, visando evitar ser pego de surpresa, uma vez que poderá impedir maiores danos ao negócio se observar com atenção os mesmos.


Como exemplo de tais fatores, podemos citar:


  • Produtividade;

  • Qualidade do produto/serviço;

  • Presteza no atendimento;

  • Relacionamento com o cliente;

  • Gestão dos recursos humanos;

  • Reclamações;

  • Obsolescência da linha de produtos;

  • Força de vendas deficiente;

  • Treinamento dos colaboradores.


Não se atentar para tais fatores, ou corrigi-los a tempo, é sinônimo de má gestão. Esse desleixo acabará por lhe cobrar um alto preço ao final, e pode ser o que quebra uma empresa.


O que ocorre quando uma empresa quebra?


Quem já viveu essa experiência desagradável sabe muito bem o martírio que é passar por ela. Você não dorme direito, sua mente entra em “parafuso”, seu raciocínio fica muitas vezes “travado” e tudo que você deseja é que o pesadelo termine de alguma maneira. Mas, calma!


Nessas horas, você terá que demonstrar toda sua capacidade emocional e resiliência. É exatamente em situações como essa, que retiram você da sua zona de conforto, que muitas vezes surgem ideias que fazem você perceber onde está errando, e quando começa o período mais intenso de “recriação” de seu negócio.


Muitos empresários, que passaram por situações desafiadoras e “quebraram”, relatam o quão difícil foi superar esse momento, mas, também, como ressurgiram mais fortes decorrente das lições aprendidas com esse “tropeço”. É nessas horas que você deve questionar os pontos críticos de seu negócio, tais como:


a) Seus custos fixos estão elevados?

b) Por que seu produto/serviço não está atraindo os clientes que você espera?

c) O timing de lançamento de seu produto está adequado? Você está atrasado em relação à concorrência, ou muito adiantado no tempo?

d) Sua oferta é suficientemente atraente?

e) Você realmente resolve alguma dor ou satisfaz algum desejo real de seu público-alvo?

f) O que seus concorrentes estão fazendo melhor que você?


Em suma, analise com cuidado o que você pode alterar em seu modelo de negócio para “voltar ao jogo” em melhores condições.


Porque uma empresa pode dar lucro e, mesmo assim, quebrar


Não lhe parece estranho que, mesmo sendo lucrativa, uma empresa venha a quebrar? De fato, parece, mas isso muitas vezes acontece porque lucro e caixa são conceitos distintos. Veja a seguir.


Lucro, essencialmente, oferece uma visão da efetividade do modelo de negócio de uma empresa.


Caixa, por sua vez, ou melhor dizendo, o fluxo de caixa, nos oferece uma visão da saúde financeira da empresa.


Assim, mesmo com um modelo de negócio lucrativo, caso você assuma muitos compromissos, estará em maus lençóis e sua empresa pode “pagar o pato” de uma gestão inconsequente.


Dentre os motivos, pode ser o atraso de pagamento de clientes, crescimento muito acelerado sem recursos suficientes para bancar a velocidade que você imprime aos negócios, ou fluxo de caixa negativo (entradas muito além das despesas e custos a serem cobertos).


O que fazer para uma empresa não quebrar


Essa pergunta é fácil de ser respondia, mas, por vezes, difícil de ser executada.


  1. Produto: o primeiro e inafastável passo a ser dado é oferecer a solução de uma “dor” (necessidade ou desejo) concreta, real de seu cliente.

  2. Inovação: ouça seus clientes e acompanhe seus concorrentes o máximo que puder; ambos lhe darão insights preciosos sobre como satisfazer os desejos e necessidades de sua clientela.

  3. Venda: vender, vender, vender. Seu mantra deve ser: Venda todo dia, todo dia venda! Torne-se autossuficiente em técnicas de vendas; aprenda tudo que puder sobre marketing digital, o queridinho do mercado, pois esse conhecimento poderá auxilia-lo a ampliar suas vendas, sem elevar demasiadamente seus custos.

  4. BEP: busque a todo momento alcançar o breakeven point, ou seja, o ponto em que suas receitas igualam seus custos e despesas.

  5. Fluxo de Caixa: controle com “mão de ferro” o fluxo de caixa de sua empresa. Lembre-se que os custos fixos podem se tornar um “câncer” de sua operação, portanto, corte tudo que for supérfluo.


Conclusão


Seja lá qual ou quais forem os fatores desencandadores do fatídico final de uma operação, todos convergem para dois cruciais: falta de clientes e fluxo de caixa negativo.


Não há empresa que sobreviva à falta de clientes, nem tampouco uma operação com fluxo de caixa negativo por muito tempo (receitas em descompasso com os pagamentos).


Portanto, cuide bem dos fatores controláveis e monitore os incontroláveis. Agindo assim, dificilmente você enfrentará problemas insolúveis e sua empresa irá prosperar com maior tranquilidade.


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